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Mensagem da Bastonária

Em Saúde, liderar é antecipar

A candidatura preparada pelo Ministério da Saúde para acolhermos a Agência Europeia do Medicamento (EMA) merece o nosso aplauso e apoio. Sabemos que a concorrência é de peso, mas todos os esforços são válidos para conseguir que este ativo venha para Lisboa. Com ele alargam-se portas ao desenvolvimento económico e científico e coloca-se o país na rota da investigação clínica e biomédica. Tal passo reforçará o nosso Sistema de Saúde e determinará melhorias na saúde dos portugueses.

Parte desse Sistema, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um dos nossos ativos mais importantes sob todos os pontos de vista. Foi uma construção da democracia, de portugueses que anteciparam o futuro há 40 anos. Seria impensável vivermos hoje sem a rede de hospitais, centros de saúde e farmácias que, 24 horas por dia, nos assistem por todo o continente e regiões autónomas. Isto deve-se ao SNS e aos sectores privado e social que o complementam.

O SNS enfrenta, porém, desafios. A sua sustentabilidade vem sendo posta à prova, sobretudo com a crise que em Portugal teve um impacto enorme. Ter um SNS financeiramente sustentável quando há cada vez mais carências em saúde, mais tecnologias inovadoras, uma crescente necessidade de profissionais qualificados e maiores exigências de gestão, é um dos reptos da década. Reclama-se um debate sério sobre decisões inadiáveis: o que decidirmos hoje terá impacto na nossa vida, na dos nossos filhos e netos.

Financiar o SNS através de uma lei de programação na saúde é um caminho possível para a sua viabilidade. Precisaríamos de garantir um crescimento anual do PIB para a saúde até ao valor da média europeia, fixando no Orçamento do Estado a consignação do financiamento por receitas fiscais dedicadas.

Nunca foi tão importante ter coragem para fazer as mudanças necessárias no SNS: torná-lo mais amigo do cidadão, mais próximo das suas necessidades, mais exigente nos seus deveres. É preciso reconstruir a confiança no Sistema de Saúde: torná-lo mais afetivo e eficiente; envolver os cidadãos na mudança e, simultaneamente, investir nas carreiras profissionais, dando-lhes dignidade, porque o capital humano é o que mantém as organizações competitivas e em crescimento.

Uma lei de atos em saúde, que construa pontes entre os profissionais e reforce a multidisciplinaridade nos cuidados à população, em muito contribuirá para vencer os desafios, clarificando o papel de cada um de nós. É mérito do Ministério da Saúde juntar os agentes e incentivar a convergência como é mérito dos profissionais perceberem que os interesses dos doentes estão primeiro.

No último ano temos sido convocados para iniciativas que visam garantir as boas práticas, a gestão correta dos conflitos de interesse, o combate à fraude, a responsabilização de gestores, profissionais e das suas Ordens, a eliminação de desperdícios, a promoção da saúde. O Ministério tem um programa que faz caminho e acreditamos ter dado contributos nestas matérias, ajudando à mobilização dos nossos parceiros - unindo em vez de divergir, concentrando o nosso trabalho no bem-estar do cidadão e não exclusivamente nos interesses dos profissionais.

Os portugueses precisam de acreditar que o Sistema de Saúde é um pilar da qualidade de vida no seu envelhecimento e é a garantia da saúde das suas famílias. Diagnósticos feitos, estratégias definidas, o tempo é agora de ação, liderando por antecipação.

Ana Paula Martins
Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos
Fevereiro de 2017

 
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