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Novas Perspectivas no Tratamento da Dor Neuropática Localizada associada à NPH (Nevralgia Pós-Herpética)
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Laboratoire Bioderma Portugal
Ciclo de Seminários de Desenvolvimento de Competências em Gestão e Liderança
Mensagem da Bastonária

Caros Colegas,

Todos os dias os farmacêuticos desenvolvem a sua atividade ao serviço do seu País. Todos os dias prestam o seu contributo qualificado através das farmácias comunitárias, dos laboratórios de análises clínicas, nos serviços farmacêuticos hospitalares, na indústria farmacêutica, nas Administrações Regionais de Saúde, na distribuição grossista, na agência regulamentar, nos serviços de saúde militares, nas organizações de responsabilidade social, na investigação e no ensino. Sempre a fazer melhor, sempre a pensar naqueles a quem o seu trabalho diário se destina. Por isso, todos os dias são dias do farmacêutico. Todos os dias são dias para melhorar a saúde dos portugueses, o sistema de saúde, para preservar o SNS e ajudar o País a vencer. Somos uma grande equipa de 15.000 homens e mulheres dispostos a acreditar no seu País, investindo no seu progresso, expansão e desenvolvimento. E é isso que conta, hoje e todos os dias.

Fomos sempre parte da solução mesmo quando uma vez ou outra não fomos capazes de resolver todos os problemas. Sabemos hoje que muito do que é o futuro da nossa profissão está nas nossas mãos. E não alienamos essa missão e esse destino. Os nossos jovens acreditam no futuro e lutam para se qualificar, diferenciar e concretizar. Não estão acomodados. Não esperam que lhes construamos o caminho. Portugal e os Portugueses estão seguros porque podem contar com este capital humano ao serviço da sua saúde e do seu bem-estar.

Nunca estivemos sozinhos. Estivemos sempre com as outras profissões da saúde, com os médicos, com os enfermeiros, os médicos dentistas, com os médicos veterinários, mais recentemente com os psicólogos, os nutricionistas e os biólogos.

Temos a  certeza de que as profissões de saúde fazem a diferença, orgulham-se do SNS e do que construímos durante 37 anos. Um admirável produto da visão, dos valores democráticos, da persistência, investimento, e uma determinação inamovível pelo bem comum. Passámos tempos difíceis? Passámos! Tivemos desafios importantes? Claro que tivemos. Mas também tivemos muitas alegrias, fizemos parte desta história que é a de ter um País onde, apesar das diferenças sociais e económicas, ninguém fica à porta de um hospital para ser tratado. Por isso, para os farmacêuticos, ver a sua carreira publicada no âmbito do SNS é um marco histórico que sinaliza um passo em frente na qualidade e capacitação das próximas gerações de farmacêuticos que, nos hospitais e laboratórios do Estado, serão sempre essa força silenciosa, que ninguém vê, mas que garante a segurança, a qualidade e bons resultados em saúde aos portugueses.

Temos de trabalhar de forma integrada, com as outras profissões da Saúde e por isso temos vindo a participar e a colaborar em projetos conjuntos com as diversas Ordens Profissionais, sobretudo com a dos Médicos e a dos Enfermeiros.

Temos de combater de forma implacável a fraude e os verdadeiros conflitos de interesse. Temos que garantir a soberania nas nossas ações e saber que opções vamos tomar para fazer face ao desafio do envelhecimento, das novas tecnologias e da humanização dos cuidados de saúde. Temos de encontrar a melhor forma de nos qualificarmos ao longo da vida através de um modelo de competências ajustado às nossas necessidades e em linha com as orientações internacionais para o exercício da profissão farmacêutica. Demos já pequenos passos para a integração da nossa rede de farmácias com a rede de cuidados primários em Portugal. A contratualização de alguns serviços farmacêuticos, nos quais está a garantia do fortalecimento e sustentabilidade do mercado de genéricos, as experiências inovadoras com a delegação parcial da distribuição de medicamentos de uso restrito hospitalar através das farmácias em proximidade representam uma responsabilidade acrescida para com os nossos doentes e com o SNS, cujos 37 anos de existência também queremos hoje comemorar.

Mas temos de fazer mais e melhor. Continuamos a ter a rede de laboratórios de análises clínicas de proximidade com grandes desafios à sua sustentabilidade e a rede de farmácias comunitárias com significativas dificuldades de sobrevivência. Também os serviços farmacêuticos hospitalares se debatem com uma enorme falta de recursos humanos, a distribuição farmacêutica com desafios imensos e a indústria farmacêutica nacional e global a procurar, através dos farmacêuticos que dela fazem parte integrante, caminhos para ultrapassar as dificuldades que derivam também da crise financeira que o setor da saúde enfrenta nos últimos 5 anos. Temos de estar à altura do desafio: sermos cada vez melhores, trabalharmos mais, adotarmos as melhores práticas. Sermos capazes de nos adaptar à mudança sem atropelos à ética e não colocando nunca em causa a qualidade dos nossos serviços.

Passaram-se seis meses sobre o dia em que tomámos a cargo a Direção da Ordem dos Farmacêuticos. Fazemos um balanço positivo deste semestre, das atividades que desenvolvemos, do clima político e social que temos vindo a experienciar, apenas com o objetivo de prestar contas a quem temos o dever de informar e defender: os farmacêuticos. Temos tido, em algumas situações, distintas opiniões entre nós, mas isso faz parte das instituições com maturidade associativa para construir o todo a partir do que é diverso. Fazemos diariamente um exercício de convergência para conseguir visionar, interpretar e realizar aquilo que os portugueses, o sistema de saúde e o País esperam de nós. Essa tem de continuar a ser a nossa resposta: ir ao encontro daqueles que servimos. E o trabalho que estamos a desenvolver com as associações representantes dos doentes e dos cidadãos mostra igualmente que queremos responder ao que esperam de nós.

Estamos aqui para servir os farmacêuticos que confiaram na nossa capacidade, inteligência, honestidade e verticalidade. E são esses votos que hoje renovamos para o próximo dia de São Cosme e São Damião. No dia 26 de setembro precisamos de estar juntos para, juntos, podermos continuar este caminho. Uma Ordem unida para cumprir e fazer cumprir os seus Estatutos. Os farmacêuticos de Norte a Sul do País a dizer: contem connosco. Nós estamos aqui. Sempre aqui estivemos e estaremos. Para o que der e vier. Pelo SNS e pela Saúde dos Portugueses.

Lisboa, 19 de setembro de 2016

A Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos
Prof.ª Doutora Ana Paula Martins

 
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