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Distribuição Farmacêutica

Desde os seus primórdios, a Distribuição Farmacêutica representa um importante contributo para o exercício da profissão farmacêutica e para os cuidados de saúde.Intermediando a origem dos produtos e a sua dispensa às populações, a Distribuição Grossista Farmacêutica representa o elo facilitador do acesso ao medicamento.

Evolução histórica
O início desta actividade remonta ao século XVII onde os mercadores de drogas, plantas medicinais e outros produtos propiciavam os ingredientes necessários ao boticário para a preparação das suas formulações.Com o advento das especialidades farmacêuticas industrializadas, no início do século XX, o mercado tornou-se mais estruturado e economicamente interessante, abrindo espaço ao surgimento de empresas que, de uma forma organizada, começaram a exercer esta actividade.

A distribuição grossista era também exercida por algumas importantes farmácias da época, como as Farmácias Barral, Estácio e Azevedos.As décadas que se seguiram trouxeram um número crescente de especialidades farmacêuticas, crescimento do consumo de medicamentos e, finalmente, a extensão da segurança social a toda a população.Perante o quadro sócio-económico e legal, em que se movia a farmácia de oficina e a distribuição farmacêutica, cedo os farmacêuticos se aperceberam da importância estratégica da distribuição farmacêutica para o seu exercício profissional e, também, da sua importância económica.

O Cooperativismo
A primeira cooperativa surge em 1935, com a criação da União dos Farmacêuticos de Portugal.Seguiu-se a criação de outras entidades cooperativas, a saber: COFANOR, CODIFAR, FARBEIRA, COOPROFAR, FARCENTRO, FARSUL e COFARBEL.Era então sentida pelo farmacêutico de oficina a necessidade de ter um armazém perto que o servisse em tempo útil e lhe permitisse resolver os problemas que lhe eram colocados por um número crescente de especialidades farmacêuticas, número incomportável com a dimensão física e económica da sua farmácia.

Esta situação propiciou o surgimento, em paralelo, de um elevado número de empresas armazenistas de capital alheio à farmácia.As cooperativas representaram um importante contributo para a melhoria do nível de serviços prestados à farmácia, impondo novas regras de relacionamento da actividade grossista de medicamentos com a farmácia.

A realidade actual
Para além do contributo económico que decorreu do fenómeno cooperativo, o crescente nível de serviços que este impôs, permitiu fazer do mercado português um dos melhor estruturados ao nível europeu, com uma cobertura farmacêutica de medicamentos às populações digna dos maiores elogios.

A complementaridade entre cobertura demográfica e distribuição geográfica, impostas pela legislação farmacêutica portuguesa, com o nível de serviço de que a Farmácia dispõe, realidade decorrente do movimento cooperativo, é paradigmático do nível de excelência da cobertura farmacêutica às populações.O advento da globalização e o surgimento de grandes empresas internacionais, motivou a entrada destas entidades no mercado português.

Esta entrada deu-se, em geral, pela aquisição sucessiva de unidades económicas regionais cuja estrutura de capitais, normalmente de origem familiar, condicionaram a sua perenidade.O mercado encontra-se hoje repartido da seguinte forma:

Cooperativas - 40%;
Companhias Internacionais - 29%;
Companhias Nacionais (mais significativas) - 9,5%; outros - 21,5%.

O conjunto destes operadores asseguram à farmácia o acesso de cerca de 17.000 referências, as quais apresentam uma curva de distribuição do consumo, fortemente polarizada nas primeiras 1.000 referências que representam cerca de 60% a 70% das unidades vendidas.

O futuro
Dado o excelente nível de serviço prestado à farmácia, genericamente de duas entregas diárias por fornecedor, compreendemos facilmente a preocupação que nos norteia na busca de uma evolução permanente, quer ao nível tecnológico quer dos serviços prestados.

Estes são os desafios que o futuro encerra.É neste enquadramento que a globalização da economia e a concentração das empresas, no sentido de ganharem dimensão crítica e rendimentos de escala, colocam novos desafios à actividade farmacêutica.

Torna-se importante compreender as opções e as perspectivas que se abrem aos intervenientes na actividade grossista, consoante a análise é feita do ponto de vista do capital investido ou do ponto de vista dos interesses estratégicos da actividade farmacêutica a jusante, isto é, da farmácia de oficina, das suas motivações profissionais e económicas.

Artigo da autoria de António Marques da Costa, farmacêutico e ex-presidente da Secção Regional de Lisboa da Ordem dos Farmacêuticos
 

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ROF n.º118 Jan-Mar 2017