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Farmácia Comunitária

Uma Profissão ao Serviço da Vida
O novo conceito da Farmácia numa Europa que se constrói “sem fronteiras”, não modifica em nada as bases da actividade profissional farmacêutica de há muito definidas. Apenas introduz alterações que são oficiais ao nível comunitário desde Setembro de 1985, altura em que o Conselho de Ministros da CEE adoptou as Directivas farmacêuticas 85/432 e 85/433, relativas ao reconhecimento mútuo dos diplomas, às condições de acesso e ao exercício da profissão de farmacêutico.

Muda a forma mas, não o fundo...

Também, não podemos esquecer as Recomendações do Gabinete Regional da OMS - Europa, quanto ao papel e às funções do farmacêutico de oficina. Estas recomendações salientam a missão dos farmacêuticos europeus, nomeadamente o desafio das novas tecnologias e das exigências sociais, o direito à saúde como direito fundamental da Humanidade e da qualidade de vida como valor acrescentado a este último.

O farmacêutico especialista do medicamento
A forma discreta com que o farmacêutico desempenha a sua tarefa, mascara a eficácia e o profissionalismo da sua intervenção. Por isso a importância desta intervenção passa despercebida e, na maior parte das vezes, não é reconhecida a importância ao serviço prestado pela farmácia e pelo farmacêutico, enquanto especialista do medicamento, tanto em terapia humana como em terapia animal.

As formações universitária e pós - universitária que possui, a prática do exercício quotidiano e a permanente preocupação em assegurar uma formação contínua, permitem-lhe ter uma vasta experiência e um leque de conhecimentos científicos específicos indispensáveis para responder ao objectivo de todos os Governos que tentam assegurar e melhorar a qualidade de vida. A formação na área do medicamento abrange o exercício da profissão a todos os níveis desde o fabrico à distribuição, dos cuidados farmacêuticos no acto da dispensa ao acompanhamento pós dispensa.

Uma formação complementar permitir-lhe-á optimizar o seu papel enquanto conselheiro próximo de todos os cidadãos e adquirir as técnicas de gestão necessárias, tendo em vista uma maior eficácia nos serviços prestados ao público.

O farmacêutico na sociedade
As funções assumidas pelo farmacêutico na sociedade portuguesa traduzem-se numa afirmação crescente que ultrapassa o seu papel enquanto técnico do medicamento. O aconselhamento sobre o uso racional dos fármacos e a monitorização dos utentes inscrevem-se na necessidade de encontrar formas mais coerentes de funcionamento do sistema de saúde em Portugal e no mundo.

Esta é uma das evoluções recentes que continuam a destacar o dinamismo dos farmacêuticos de oficina na sociedade. Através dos actuais suportes informáticos podem aceder imediatamente a todas as informações relevantes sobre cada medicamento presente no mercado.

Desta forma, o farmacêutico, cuja presença constante é obrigatória em cada farmácia, está apto a prestar todos os esclarecimentos e aconselhamento, desde as interacções medicamentosas, contra-indicações e reacções adversas à selecção do fármaco mais adequado.

Capacidade de sensibilizar para a importância da adopção de estilos de vida saudáveis e utilização racional dos fármacos e capacidade de despistar de forma precoce e identificar sinais de alerta, são algumas das competências sociais com impacto nos objectivos das políticas de saúde.

A referência constante ao futuro e os exigentes critérios de rigor, qualidade e eficácia projectam as farmácias, espaços de actuação do farmacêutico, como um sector moderno e um exemplo da capacidade de mudar para melhor responder às necessidades da nova sociedade.

Esta evolução traduz, na prática, os objectivos estratégicos das instituições de suporte à actividade dos farmacêuticos portugueses. Neste contexto, as farmácias em Portugal, contam hoje com um vasto conjunto de sistemas e estruturas de apoio. O funcionamento destes organismos integra assim o conjunto de condições criadas pelas instituições representativas do sector e onde fica indelevelmente impressa a modernidade e o rigor que marcam a actividade farmacêutica. Por este conjunto de motivos, o lugar do farmacêutico de oficina no sistema de saúde e na sociedade em geral é reconhecido em primeiro lugar por aqueles a quem se destina: os utentes.

As farmácias abertas ao público, garantem, através do desempenho profissional do farmacêutico, legalmente habilitado, a eficácia e a qualidade da distribuição de medicamentos para uso humano e veterinário e estão apostadas em ter um papel cada vez mais notório na adesão à terapêutica e na prevenção das reacções adversas resultantes da polimedicação.

O Farmacêutico e a Qualidade
O sector da farmácia em Portugal não se caracteriza apenas pela sua articulação com a distribuição geográfica das populações.

Na verdade, o conjunto de serviços que hoje é prestado aos portugueses pelos farmacêuticos nas farmácias, afirmam-nas cada vez mais como uma unidade imprescindível para o funcionamento completo do sistema de saúde.

São múltiplas as iniciativas, cujo sucesso não é alheio à intervenção do farmacêutico e através das quais estes contribuem para a defesa da saúde pública.

O entendimento de que a promoção da saúde pública passa pela educação, protecção e prevenção está ainda na base de todo o esforço de informação e de pedagogia de saúde junto das populações através da distribuição de folhetos e publicações nas farmácias e campanhas de promoção de saúde feitas pelos farmacêuticos ou em colaboração com eles.

Para além destes aspectos, o funcionamento das farmácias em Portugal rege-se pela exigência de uma qualidade cada vez maior.

Esta atitude é testemunhada pelo empenho com que os farmacêuticos assimilaram as recomendações constantes nas Boas Práticas de Farmácia elaboradas pelo Grupo Farmacêutico da União Europeia e as integraram na sua prática diária.

O imperativo da qualidade tem sido bem aceite pelo sector e as farmácias encontram-se actualmente no estádio de introdução de um sistema integrado para a gestão da qualidade. Este esforço tem sido reconhecido pelos utentes que, em vários estudos de opinião conduzidos por entidades independentes, destacaram as farmácias como as unidades do sistema de saúde português em que é maior o grau de satisfação com o seu funcionamento e o farmacêutico como profissional onde há maior depositário de confiança.

O farmacêutico e a mudança
Na tendência europeia é, hoje, prevalente uma visão comercial do sector farmacêutico, em detrimento de uma visão orientada para a saúde.

As decisões de ordem legal são abrangentes e transversais e o tratamento dado ao medicamento cada vez mais se aproxima do dado a outras mercadorias, tendendo a anular o carácter de bem excepcional e daí conduzindo à banalização da sua utilização, levando ao esquecimento da verdade irrefutável de que “tudo é veneno, nada é veneno, depende da dose…”.

Assim, entre uma Europa competitiva e uma Europa social, qual escolher?

A solução não é optar por uma ou outra mas sim construir o modo como podem coexistir e sustentar-se mutuamente estes dois sistemas.

Ao viver este tempo da mudança, o farmacêutico de oficina, concebe e propõe aos seus utentes serviços inovadores. Serviços que vão ao encontro das necessidades e expectativas de um público cada vez melhor informado e mais exigente no que concerne à sua saúde.

Os farmacêuticos têm estado na vanguarda, no que toca à informatização dos seus serviços na farmácia, à modernidade e funcionalidade dos seus espaços, ao enriquecimento académico e profissional dos seus recursos humanos.

Os farmacêuticos têm enveredado por caminhos arrojados, em comparação com os demais profissionais de saúde nacionais numa perspectiva orientada para o exterior, em que a visão e a competência se conjugam para uma prestação de serviços e cuidados cada vez melhor.

Não esqueçamos que o farmacêutico é o último profissional de saúde a estar em contacto com o doente antes que este tome o medicamento prescrito e por isso a sua intervenção é fulcral para sensibilizar para os perigos de práticas inadequadas e para assegurar a eficácia e a segurança do medicamento.

A informação dada, de forma pessoal e não generalizada, onde a importância da relação interpessoal não pode ser descurada, cobre aspectos como a utilização correcta dos medicamentos, modo de administração, efeitos terapêuticos desejados e secundários, eventuais interacções, conservação correcta do medicamento.

Além disso a função do farmacêutico não consiste só na entrega dos medicamentos destinados à prevenção e à cura das doenças e à protecção da saúde, mas também à execução de fórmulas magistrais e preparações oficinais.

O farmacêutico atento a uma política de armazenamento adequada é capaz de fornecer de imediato os produtos requeridos.

A livre concorrência é entendida relativamente à qualidade dos serviços prestados e nunca única e simplesmente, em relação ao preço do medicamento. Farmacêutico como profissional independente e sujeito a código de deontologia e ética profissional é capaz de garantir a dispensa livre de interesses puramente comerciais.

Desta forma, os farmacêuticos oferecem às autoridades nacionais e europeias o serviço indispensável da farmácia como centro de saúde e de controlo nos domínios da sua competência.

Artigo da autoria de Elisabete Mota Faria

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ROF n.º118 Jan-Mar 2017