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Farmácia Hospitalar
O Farmacêutico Hospitalar

 

Presentemente, estão inscritos na Ordem dos Farmacêuticos 627 especialistas em Farmácia Hospitalar, aos quais se juntam mais algumas centenas de farmacêuticos que trabalham nas farmácias hospitalares.

 

A maior parte trabalha no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sendo também relevante o trabalho de alto nível que alguns colegas desenvolvem nas grandes unidades hospitalares privadas.

 

 

As Funções do Farmacêutico Hospitalar

 

Obtenção de medicamentos.

 

Numa luta constante contra uma teia administrativa cuja complexidade nem sempre é justificada por objectivos de rigor, os farmacêuticos hospitalares conseguem, em regra, obter os medicamentos de que os doentes precisam.

 

São capazes de gerir existências reduzidas, compatíveis com os compromissos reduzidos, e também de dialogar com os doentes para esclarecer eventuais dificuldades incontornáveis.

 

Os farmacêuticos hospitalares são também a estrutura técnica que suporta muitos dos processos negociais, na procura incessante do melhor tratamento pelo menor custo. Neste contexto têm sido capazes de procurar e propor o uso de similares terapêuticos, sempre que esta seja a ferramenta adequada para quebrar monopólios sem prejuízo para os doentes.

 

Para a farmácia hospitalar, a prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI) é uma realidade há décadas, e o uso de genéricos começa no primeiro dia.

 

E quando o processo falha, por burocracia injustificada ou incapacidade impune do fornecedor, os farmacêuticos hospitalares organizam-se em rede. Nenhum doente fica sem um medicamento se existir autorização de compra e algum hospital o puder dispensar.

 

Preparação de medicamentos.

 

Na farmácia hospitalar reconstituem-se os citotóxicos e a nutrição parentérica em condições que nem sempre são as ideais, com recursos técnicos e humanos muitas vezes insuficientes. Muitas vezes trabalha-se entre a decisão administrativa indiferente e o rigor inspectivo da autoridade.

 

A cada momento e em cada prescrição existe uma efectiva validação: Os farmacêuticos hospitalares fazem a revisão das doses, confirmam as indicações terapêuticas, minimizam o risco, dialogam com médicos e enfermeiros, sempre com o objectivo de fazer chegar ao doente tratamentos seguros e eficazes.

 

Mesmo perante a indiferença de outros profissionais, as queixas dos doentes e a pressão para fazer depressa. Porque o farmacêutico hospitalar é uma barreira contra o erro de medicação, e está consciente desse papel.

 

E quando os medicamentos não existem, mas a necessidade está presente, também se fazem medicamentos. Em pediatria, em oncologia, em dermatologia, em tantas outras áreas – aquilo que não é comercialmente interessante, desenvolve-se e manipula-se com rigor e segurança na Farmácia Hospitalar.

 

Distribuição de medicamentos.

 

Os farmacêuticos hospitalares foram parte activa e crucial para o grau de informatização dos hospitais no circuito do medicamento. A prescrição electrónica é para a farmácia hospitalar em Portugal uma realidade com quase uma década, iniciada e desenvolvida por farmacêuticos hospitalares.

 

No internamento organizou-se há muito a distribuição individual diária, validando cada prescrição médica, intervindo junto dos outros profissionais para melhorar a sua eficácia e segurança.

 

O pouco que resta dos stocks de enfermaria é gerido com rigor e em níveis mínimos, porque os farmacêuticos hospitalares souberam ganhar a confiança dos outros profissionais.

 

No ambulatório hospitalar dispensam-se medicamentos de valores muito elevados, com um rigor extremo e com a consciência de que a farmácia hospitalar é a última interface com o doente, e a garantia da efectividade das políticas do medicamento.

 

Informação

 

A farmácia hospitalar é uma relevante fonte de informação sobre o medicamento, para doentes e profissionais de saúde.

 

Mas também é a fonte de informação a que recorre a gestão, as tutelas, e todos os que querem saber dados sobre o medicamento, por vezes exigida de forma redundante, sempre urgente.

 

 

Responsabilidade e Identidade

 

Os farmacêuticos saem das faculdades com uma excelente formação base, mas para exercer de forma autónoma no ambiente complexo e multidisciplinar do hospital, é preciso uma especialização adicional.

 

No passado, esta formação era assegurada no âmbito de uma carreira própria no SNS, com exigências de formação adequadas.

 

Actualmente, nos hospitais do sector público empresarial, assim como nos hospitais privados, tal enquadramento não existe.

 

A maior parte dos farmacêuticos que iniciaram funções nos hospitais portugueses nos últimos 10 anos não têm qualquer enquadramento específico – dependem do seu esforço e da boa vontade dos seus serviços para o acesso à formação, podem exercer de forma autónoma qualquer actividade, estão por vezes sozinhos em pequenos hospitais, alvo de todas as pressões e condicionamentos.

 

É verdade que a Ordem, através do Conselho do Colégio de Especialidade em Farmácia Hospitalar (CCEFH), tem qualificado especialistas que, após 5 anos de prática tutelada, com experiência em áreas específicas, são submetidos a um exame rigoroso.

 

É também verdade que este processo tem trazido ao conhecimento do CCEFH a dificuldade dos jovens colegas em ter o acesso à experiência em todas as áreas chave, e é igualmente verdade que este processo tem resultado sempre do esforço pessoal, e não de um objectivo institucional que se suporia obrigatório.

 

Para garantir a segurança dos doentes é fundamental regulamentar uma carreira do farmacêutico hospitalar, aplicável em todos os hospitais, públicos e privados.

 

Uma carreira cujo acesso deve ser assegurado pela titulação conjunta entre o ministério e a Ordem dos Farmacêuticos.

 

Não por motivos económicos ou corporativos, mas para assegurar que todos os farmacêuticos hospitalares continuem a ter a capacidade técnica adequada às tarefas que devem desempenhar.

 

 

Conclusão

 

Na equipa multidisciplinar do hospital, são os farmacêuticos hospitalares, que contribuem para uma aquisição racional e uma boa gestão, que preparam com rigor e segurança, que distribuem os medicamentos de forma eficaz e que geram a informação de que o sistema carece.

 

Falta um enquadramento legal que garanta a especificidade e formação, falta uma carreira de farmacêutico hospitalar que reconheça e assegure a continuidade do papel do farmacêutico hospitalar para a segurança dos doentes e para a sustentabilidade do SNS.

 

Para tal continuaremos a trabalhar.

 

Lisboa, 2013

 

Artigo da autoria de António Melo Gouveia, farmacêutico hospitalar
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