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Compreendi
Um novo ciclo na Ordem dos Farmacêuticos

Iniciamos agora um novo ciclo na Ordem dos Farmacêuticos. Não é novidade. Resulta da vitalidade democrática da instituição, que tem ciclos de três anos que se iniciam com um novo processo eleitoral.

A classe escolheu as suas lideranças para o próximo triénio, naquele que foi o ato eleitoral mais participado de sempre, provavelmente resultado da existência de listas alternativas para os órgãos de governação nacionais e regionais, e também para alguns dos colégios de especialidade. Mesmo assim, observou-se 60% de abstenção, um número que nos obriga a refletir e identificar as razões que levam a que a maioria dos farmacêuticos eleitores continue a não se envolver num dos momentos mais importantes da vida da sua Ordem.

Quiseram os meus colegas eleger-me como bastonário da Ordem dos Farmacêuticos. É uma honra suprema e farei tudo para estar à altura desta decisão. Será um mandato desenvolvido em condições excecionais no que respeita à saúde da população que servimos. A pandemia de COVID-19 e as consequências nos doentes não-COVID exigirão do sistema de saúde, e em particular do SNS e dos seus profissionais, um enorme esforço adicional. Os farmacêuticos não serão exceção. Estaremos à altura desses desafios.

Este mandato vai ser marcado por quatro princípios: transparência, independência, proximidade e utilidade.

Uma Ordem mais transparente, que permita aos associados saber o estado, o pensamento e os procedimentos em cada momento.

Uma Ordem independente de outras organizações e de outras agendas. Não quero com isto dizer que essas organizações não possam ou não devam ser fortes e influentes. Antes pelo contrário, é do interesse da Ordem que as organizações da área farmacêutica sejam fortes e façam valer os seus valores.

Uma Ordem independente quer simplesmente dizer que é uma Ordem que apenas responde aos interesses legítimos da profissão e da sociedade que serve.

Uma Ordem mais próxima e mais útil, que desenvolve mecanismos que permitem um contacto mais fácil com os associados, mas também estar atento às necessidades dos farmacêuticos e, na medida do possível, satisfazê-las, aliando essas respostas a uma política de comunicação mais interativa e efetiva.

Sei que vai ser um mandato ambicioso. Com a ambição maior de tornar a profissão farmacêutica ainda mais reconhecida e útil.

Agradeço a todos os colegas que, através do voto, demonstraram a confiança em mim, nos membros dos restantes órgãos eleitos e no programa que apresentámos.

As eleições ficaram para trás e iniciamos agora um novo ciclo na vida da Ordem.

Somos todos farmacêuticos e somos todos Ordem dos Farmacêuticos.

Contem comigo. Eu conto com todos.


Helder Mota Filipe
Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos