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"A Farmácia Hospitalar vive um momento de afirmação e de responsabilidade acrescida"

03 Março 2026
"A Farmácia Hospitalar vive um momento de afirmação e de responsabilidade acrescida"
Decorreram, nos dias 20 e 21 de fevereiro, as XVIII Jornadas de Farmácia Hospitalar, organizadas pelo Conselho do Colégio de Especialidade de Farmácia Hospitalar da Ordem dos Farmacêuticos (CCEFH-OF). O evento teve lugar na sede da Secção Regional do Norte (SRN) da OF e procurou abordar a inovação e a transformação que se vive atualmente nesta área.
"A Farmácia Hospitalar vive um momento de afirmação e de responsabilidade acrescida", afirmou Luísa Rocha, presidente do CCEFH-OF, na sessão de encerramento das Jornadas, fazendo uma retrospetiva dos principais temas debatidos durante os dois dias do evento.

"A transformação digital deixou de ser uma promessa futura, é já uma realidade e exige competência técnica. A inovação terapêutica mostra-nos que a complexidade não abranda, mas aumenta cada vez mais. As terapias avançadas, a personalização farmacoterapêutica e as novas tecnologias colocam-nos sempre na linha da frente da decisão clínica. A centralidade do doente e a literacia em saúde recordam-nos que a ciência só cumpre o seu propósito quando se traduz em benefício real, compreensível e seguro" para os utentes.

A reunião debateu também modelos organizacionais e de retenção de talento, pois, segundo a presidente do CCEFH-OF, "sem profissionais diferenciados não há inovação e não há especialização de responsabilidade técnica. Ao longo destes dias falamos de exigência, especialização e futuro, que passa inevitavelmente pela consolidação da Residência Farmacêutica e que exige condições para integrar os nossos primeiros especialistas deste novo modelo".

"A implementação da Consulta Farmacêutica Hospitalar representa um marco na afirmação clínica da nossa intervenção", defendeu Luísa Rocha, sublinhando que esta deverá ser uma prática "estruturada, mensurada e integrada no percurso assistencial".

"A Farmácia Hospitalar portuguesa tem conhecimento, capacidade técnica e ambição", concluiu.

Especialização e diferenciação são pilares da excelência

Para Catarina Coelho, da Direção Nacional da OF, que encerrou o evento em representação do Bastonário, estas Jornadas permitiram analisar não só os desafios, como a "escassez de recursos humanos, financeiros e materiais", mas também "as oportunidades que se colocam aos dias de hoje na Farmácia Hospitalar", defendendo que "a aposta na formação contínua e promoção de lideranças fortes se tornam vitais para a nossa profissão", que possibilitem "garantir a sustentabilidade do sistema de saúde através da inovação e da integração dos cuidados de saúde".

Catarina Coelho defendeu que, para atingir um patamar de excelência, são pilares a especialização e a diferenciação. A este propósito, recordou que a "Ordem tem desenvolvido Competências Farmacêuticas que garantem o reconhecimento da capacidade de desenvolver um conjunto de atividades com um determinado objetivo" e encorajou os colegas presentes a concretizarem esta diferenciação, "crucial para a Farmácia Hospitalar". Adicionalmente, fez um balanço sobre o processo de atribuição dos Títulos de Especialista em Farmácia Hospitalar, após a revisão da Norma Específica, "um processo de elevada exigência, no qual as regras tiveram que ser ajustadas a um nível de rigor comparável ao da Residência Farmacêutica".

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