{ordemfarma/noticias/detalhes/head}
Política de Cookies

Este site utiliza Cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso.

Compreendi

Notícias

Associações de doentes querem acesso de proximidade a medicamentos hospitalares

06 Julho 2020
Associações de doentes querem acesso de proximidade a medicamentos hospitalares
Doze associações de doentes escreveram uma Carta Aberta aos decisores políticos a exigir a continuidade da entrega de proximidade da medicação hospitalar a todas as pessoas que vivem com doenças crónicas.
 O serviço instituído durante a pandemia de covid-19 era "uma necessidade identificada há muitos anos”, recordam os signatários, mas foi interrompido em muitas unidades hospitalares do país no final de maio, voltando a provocar importantes constrangimentos a estes utentes.

A carta assinada por dirigentes de doze associações de doentes refere que a interrupção levou a que muitas pessoas ficassem sem acesso de proximidade à sua medicação hospitalar. "Voltaram a ter que se deslocar dezenas a centenas de quilómetros”, outros, "por medo ou dificuldades económicas, deixaram mesmo de tomar os medicamentos que são essenciais para controlar a sua doença”, pode ler-se na carta.

"As respostas, que, entretanto, surgiram, foram criadas de forma discricionária pelos grandes centros hospitalares, mas ainda assim, muitas vezes, sem garantir o acesso universal a todos os utentes”, acrescentam, dando como exemplo as dificuldades dos hospitais de Santarém, Évora ou Faro encontrar uma alternativa.

O Ministério da Saúde remeteu a apresentação de uma resposta concreta para o mês de setembro, pelo que as associações de doentes sugerem a criação de um grupo de trabalho para redesenhar o serviço e exigem a sua implementação antes do início do próximo inverno.

Propõem também a correção de situações anómalas já identificadas e comunicadas aos responsáveis, bem como uma avaliação periódica da satisfação dos utentes e a implementação de uma estratégia de comunicação para informação de toda a população abrangida.

Os signatários entendem que o Despacho n.º 5315/2020, que determina que os medicamentos dispensados por farmácia hospitalar em regime de ambulatórios podem ser dispensados, a pedido dos utentes, nas farmácias comunitárias ou no seu domicílio, continua em vigor, bem como a Circular Normativa do Infarmed n.º 005/CD/550.20.001, embora refiram não sejam suficientes para garantir a entrega de proximidade dos medicamentos hospitalares aos doentes que deles necessitam.

"É preciso passar das palavras da lei à operacionalização do processo com a devida monitorização e auditoria”, defendem.

Os representantes dos doentes alertam ainda para a necessidade de assegurar a equidade em todo o território continental e ilhas, garantindo a opção de escolha e o respeito pelas necessidades e preferências de cada pessoa.

"O contributo das associações representantes dos doentes tem sido desperdiçado desde que se iniciou esta pandemia”, consideram os dirigentes destas organizações, recordando que "a participação dos cidadãos na tomada de decisões […] não pode resumir-se a meros processos de consulta sem influência prática na melhoria do bem-estar das pessoas afetadas”.

Leia a Carta Aberta das associações de doentes aos decisores políticos.