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Dirigentes da Ordem reuniram com novo presidente do PSD

20 Abril 2018
Dirigentes da Ordem reuniram com novo presidente do PSD
A Direção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos (OF) foi ontem recebida pelo presidente do Partido Social Democrata, Rui Rio, que dedicou a presente semana ao setor da Saúde, visitando instituições e reunindo com dirigentes e representantes da área. O financiamento e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a qualidade e a cobertura geográfica da rede de cuidados de saúde, a investigação clínica e o acesso à inovação terapêutica foram alguns dos temas em análise no encontro.

A bastonária Ana Paula Martins entregou ao líder social-democrata um conjunto de documentos com algumas preocupações da OF para área da Saúde e sobre o setor farmacêutico.

A representante dos farmacêuticos insistiu no problema de subfinanciamento crónico do SNS, que coloca o país abaixo da média da União Europeia em termos de percentagem do PIB afeta à Saúde. A bastonária defende, por isso, a aprovação de orçamentos plurianuais para o setor, dissociados de ciclos e eleitorais e disputas partidárias, num esforço que exige um compromisso a longo prazo entre decisores e agentes em prol da sustentabilidade do sistema de saúde português.

No plano político, a bastonária reiterou também a relevância da discussão sobre a Lei de Bases da Saúde e alguns dos seus principais pilares, como a complementaridade entre os setores público, privado e social é apenas um dos exemplos.

No plano económico, Ana Paula Martins destacou o peso das exportações na área da Saúde para a balança comercial portuguesa, lembrando que os medicamentos, dispositivos médicos e outras tecnologias de saúde produzidas no nosso país superam exportações do Vinho do Porto. A bastonária entende que os Ministérios das Finanças e da Economia devem atribuir a devida importância ao setor também em termos económicos, dando condições para a sustentabilidade, crescimento e desenvolvimento dos agentes e operadores do setor.

Neste domínio, sugeriu a introdução de novos impulsos à investigação clínica no nosso país, voltando o tema na agenda política e impulsionando ganhos de competitividade com restantes países europeus, nomeadamente na área dos ensaios clínicos.

Os responsáveis da OF e PSD partilharam também preocupações com o acesso das populações das regiões do interior a cuidados de saúde de proximidade. A bastonária referiu-se às dificuldades das unidades de saúde do interior em fixar profissionais, enaltecendo exemplos de serviços prestados às populações mais isoladas, como é o caso da entrega de medicamentos ao domicílio em aldeias.

Ana Paula Martins advertiu também que o País tem de estar preparado para acolher a inovações terapêutica que se avizinha, mais dispendiosa, que requer um esforço financeiro suplementar, mas que uma política de incentivo aos genéricos poderia minimizar, canalizando as poupanças para o financiamento e comparticipação de novos fármacos com valor terapêutico acrescentado.

O líder do PSD esteve acompanhado na reunião com os dirigentes da OF pelo ex-ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, que coordena a área da Saúde do Conselho Estratégico Nacional do partido.

Rui Rio defendeu uma atuação de proximidade das farmácias, em especial no interior e nas regiões onde hoje "é difícil fixar profissionais”. As farmácias podem "levar medicamentos e ajudar na terapêutica” junto da população mais envelhecida, sustenta o presidente do PSD que recebeu esta quinta-feira a Ordem dos Farmacêuticos, na sede nacional.

O líder do maior partido da oposição critica a falta de ambição do Ministério da Saúde no crescimento do mercado de medicamentos genéricos em Portugal, com uma quota atual na ordem dos 48%, "herdada” dos governos do PSD, mas deveria, segundo o líder social-democrata, ser elevada para os 60%, poupando na despesa das famílias e do SNS

Rui Rio considera também que há margem para melhorar a qualidade dos serviços de saúde prestados aos utentes. "Há muito desperdício na área da Saúde. Temos de encontrar modelos adequados, mas temos a consciência de que há muita despesa que não deveria ser feita, se fossem otimizados os recursos”, sublinhou.



Fonte da imagem: PSD