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Estudo da Apifarma quantifica poupanças associadas à inovação terapêutica

30 Outubro 2018
Estudo da Apifarma quantifica poupanças associadas à inovação terapêutica
A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) apresenta hoje, durante o seu Congresso Anual, os resultados do estudo “O valor do medicamento em Portugal”, desenvolvido pela consultora McKinsey & Company, segundo o qual os medicamentos inovadores permitiram poupanças anuais superiores a 560 milhões de euros, por diminuição do número de consultas e internamentos. Os fármacos introduzidos no mercado entre 1990 e 2015 evitaram 110 mil mortes e acrescentaram dois milhões de anos de vida saudável.

O trabalho debruça-se oito doenças, que representam cerca de 15% do peso total de doena no nosso país:  VIH/sida, esquizofrenia, artrite reumatóide, diabetes, cancro do pulmão de células não pequenas, cancro colo-rectal, insuficiência cardíaca crónica e doença pulmonar obstrutiva crónica.

No caso da diabetes, o estudo revela o controlo da glicemia permitiu, só em 2015, uma poupança de 102 milhões de euros em hospitalizações e 222 milhões de euros em cirurgias, medicação e outras complicações associadas à doença. Os autores destacam o impacto da introdução de novas classes terapêuticas para o tratamento da doença, como os inibidores da dipeptidilpeptidase-4 (DPP-4) e do co-transportador de sódio e glucose 2 (SGLT-2), o agonista do recetor o peptídeo-1 similar ao glucagon (GLP-1) e regimes de insulina basal.

No caso do VIH/sida, as novas terapêuticas tornaram a doença crónica e controlável, evitando cerca de 22 mil mortes, tal como no cancro colorretal, em que se estima uma diminuição de 28 mil mortes. Na esquizofrenia, o uso de antipsicóticos terá gerado poupanças de 72 milhões de euros em 2015, enquanto os medicamentos para a artrite reumatoide permitiram poupanças na ordem de 86 milhões de euros.

De acordo com este trabalho, os medicamentos inovadores diminuíram o absentismo no trabalho, contribuindo para um aumento da produtividade, estimado em 280 milhões de euros anuais de rendimento adicional para as famílias nas oito doenças. No caso da artrite reumatoide foi possível quantificar este efeito em 240 milhões de euros anuais de aumento de produtividade.

O estudo indica ainda que a indústria farmacêutica acrescentou mais de 1,5 mil milhões de euros ao PIB português em 2016, face a 2000, "o suficiente para cobrir todo o orçamento para a Ciência, Educação e Tecnologia”, pode ler-se no trabalho.

"A indústria é um motor de crescimento global do PIB, crescendo um pouco mais rapidamente do que a economia (2,7% vs. 2,3% p.a.), e é criadora de emprego em Portugal”, empregando cerca 10 mil pessoas diretamente e 40 mil direta e indiretamente.

Clique aqui para aceder ao Sumário Executivo e Infografia do estudo "O Valor do Medicamento em Portugal".