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Farmácias preparam-se para a greve dos motoristas

12 Agosto 2019
Farmácias preparam-se para a greve dos motoristas
As farmácias portuguesas reforçaram os stocks de medicamentos para minimizar um eventual impacto da greve dos motoristas de matérias perigosas que hoje se inicia. O Governo incluiu o transporte a abastecimento de medicamentos aos hospitais, farmácias e demais estruturas de saúde entre os serviços mínimos essenciais que devem ser assegurados durante este período.

Tem hoje início, por tempo indeterminado, a segunda greve do ano dos motoristas de matérias perigosas. Nos termos do despacho aprovado pelo Governo na semana passada, ficaram definidos um conjunto de serviços mínimos que as associações sindicais e trabalhadores devem assegurar, entre os quais está o transporte e abastecimento de medicamentos a várias estruturas de saúde – hospitais, serviços de emergência médica, centros de saúde, unidades autónomas de gaseificação, clínicas de hemodiálise, farmácias, estabelecimentos prisionais, centros de acolhimento residencial para crianças e jovens, estruturas residenciais para pessoas idosas, instituições particulares de solidariedade social, misericórdias e outras estruturas de prestação de cuidados de saúde, nomeadamente associadas a atividades de medicina transfusional, de transplantação, vigilância epidemiológica, cuidados continuados e cuidados domiciliários.

De acordo com os dados divulgados pela empresa hmR - Health Market Research, relativos ao período compreendido entre os dias 11 de julho e 7 de agosto, tem-se verificado um aumento das compras das farmácias com Medicamentos Sujeitos a Receita Médica em comparação com o mesmo período do ano passado.  "A procura de medicamentos mais expressiva em relação aos medicamentos mais vendidos Top100, em valor”, refere o comunicado.

Entre 1 e 7 de agosto, revela a hmR, registou-se uma subida de 7% na procura de medicamentos por parte das farmácias junto dos distribuidores. Na segmentação por distrito, "destaca-se o aumento das compras das farmácias de Bragança, com uma subida de 14% nos primeiros dias de agosto, Santarém com 13% e Porto e Portalegre com 10% também registam um aumento”.

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) admite que "possam existir algumas perturbações pontuais”, mas recorda que o fornecimento de medicamentos "está incluído nos serviços essenciais com cumprimento a 100% dos serviços mínimos”.