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Governo vai negociar Carreira Farmacêutica em 2017

10 Fevereiro 2017
Governo vai negociar Carreira Farmacêutica em 2017
O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, revelou, na abertura das 9as Jornadas de Farmácia Hospitalar, que decorrem hoje e amanhã, em Lisboa, que o Ministério da Saúde iniciou negociações com o Sindicato dos Farmacêuticos para estruturação da Carreira Farmacêutica no Serviço Nacional de Saúde (SNS), num processo que envolverá também a participação da Ordem dos Farmacêuticos.
O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, revelou, na abertura das 9as Jornadas de Farmácia Hospitalar, que decorrem hoje e amanhã, em Lisboa, que o Ministério da Saúde iniciou negociações com o Sindicato dos Farmacêuticos para estruturação da Carreira Farmacêutica no Serviço Nacional de Saúde (SNS), num processo que envolverá também a participação da Ordem dos Farmacêuticos. A tutela espera concluir o ano com uma proposta de regulamentação que reconheça as especificidades das funções destes profissionais, as condições de acesso ao estágio de carreira, a progressão profissional ou o estatuto remuneratório.
    
Mais de uma centena de farmacêuticos hospitalares portugueses estão reunidos em Lisboa para participar na nona edição das Jornadas de Farmácia Hospitalar, organizadas pelo Conselho do Colégio de Especialidade de Farmácia Hospitalar da Ordem dos Farmacêuticos (OF).

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, a bastonária da OF, Ana Paula Martins, e o presidente do Conselho do Colégio de Especialidade de Farmácia Hospitalar, António de Melo Gouveia, participaram na abertura do evento, dirigindo-se aos participantes para reconhecer o seu esforço diário em prol da Farmácia Hospitalar e da segurança, eficácia e racionalidade no uso do medicamento hospitalar.

A bastonária destacou o relacionamento próximo e o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido entre o Governo e a OF para definição da Carreira Farmacêutica no SNS.

Ana Paula Martins recordou o papel dos farmacêuticos hospitalares, durante os quase 40 anos de história do SNS, em que estiveram sempre empenhados na sua construção. "Nunca aspirámos ao descanso”, reforçou a bastonária, reafirmando também que "a criação de uma carreira reservada aos farmacêuticos representa o retomar da dignidade profissional conquistada pelos nossos percursores”, referindo-se a nomes como Aluísio Marques Leal, Carlos Silveira, Maria da Luz Claro ou Odete Isabel, entre muitos outros.

"Não se pode penalizar os profissionais por se quererem modernizar”, rematou a bastonária dirigindo-se ao governante com a esperança que o trabalho em torno da carreira farmacêutica tenha efeitos práticos.

Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde, reforçou também o empenho do Governo nas negociações com o sindicato de forma a reconstruir uma carreira específica para os profissionais, com estágios de especialidade, progressão profissional e percurso formativo.

O governante deixou uma mensagem de esperança para os farmacêuticos, adiantando que até ao final do ano o processo poderá estar concluído. "A vontade de querer reconstruir e modernizar o SNS com os diversos parceiros e reverter a situação de descrença em que inúmeros profissionais da saúde se encontram é um dos objetivos do governo”, disse o secretário de Estado.

Manuel Delgado disse ainda que o papel da farmácia hospitalar no SNS é fundamental, como demonstram os cerca de 1,2 mi milhºoes de euros gastos anualmente pelo Estado com omedicamentos hospitalares, ou seja, cerca de 16 por cento da despesa públcia em Saúde.

O governante destacou ainda um novo paradigma na prestação de cuidados de saúde, assente na ambulatorização dos cuidados, o que naarea do medicamento se reflte também no facto de 80 por cento do consumo dos medicamentos hospitalars serem consuidos gora do hospital, o que torna ainda mais relevante o papel dos farmacêutico.

Antes das instervenções dos dois responsáveis, o presidente do Conselho do Colégio de Farmácia Hospilare, salientando a necessidade de encontrar um espaço de debate e de partilha entre colegas de forma a melhorar uma profissão que é de todos e onde a relação com o doente é essencial.

O presidente do Colégio de Especialidade de Farmácia Hospitalar continuou salientando a importância das jornadas de Divulgação de Iniciativas de Farmácia Hospitalar (DIFH) como uma forma de responder a questões relacionadas com a profissão, para uma criação de uma forte rede de trabalho que procure uma melhor profissão e reforce a relação com o doente.

O presidente do Colégio de Especialidade de Farmácia Hospitalar, António de Melo Gouveia referiu ainda a necessidade de um internato farmacêutico para uma melhor preparação e formação de jovens farmacêuticos, assim como um repensar da progressão na carreira.

Os trabalhos prosseguem durante o dia de hoje e amanhã, onde os farmacêuticos hospitalares vão debater os temas mais prementes para o setor e conhecer projetos e iniciativas inovadoras desenvolvidas na Farmácia Hospitalar, entre os quais os Programas de Cuidados Farmacêuticos, de partilha de risco e monitorização de resultados e de acesso precoce e de partilha de risco.