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Intervenções farmacêuticas são importantes na gestão de doenças crónicas em migrantes e refugiados

12 Julho 2018
Intervenções farmacêuticas são importantes na gestão de doenças crónicas em migrantes e refugiados
O Serviço Farmacêutico de Revisão de Medicação ao Domicílio (SFRMD) mostrou ser eficaz a resolver problemas relacionados com a terapêutica em doentes refugiados e migrantes, de acordo com um novo estudo publicado na Research in Social and Administrative Pharmacy.

À medida que aumenta o conflito político mundial, cada vez mais refugiados enfrentam adversidades prementes como a falta de acesso aos cuidados de saúde adequados. Muitos dos refugiados Sírios que agora vivem na Jordânia, que neste momento já representam um décimo da população, padecem de pelo menos uma doença crónica, o que exerce uma grande pressão nos recursos humanitários e dos cuidados de saúde desse país.

O estudo, publicado na Research in Social and Administrative Pharmacy identificou o tipo e a frequência dos problemas relacionados com a terapêutica para esta população e avaliou o impacto que o Serviço Farmacêutico de Revisão de Medicação ao Domicílio pode ter na resolução destes problemas. Foram encontradas diferenças significativas entre os grupos de controlo e os grupos que foram alvo da intervenção do SFRMD. A percentagem de problemas relacionados com a terapêutica solucionados ou melhorados foi de 66,8% no grupo intervencionado contra 1,5% no grupo de controlo e a percentagem de casos em que não houve qualquer alteração no problema foi de 19,7% no grupo intervencionado contra 94,1% no grupo de controlo.

Os 109 doentes que foram admitidos no estudo eram seguidos em clínicas para refugiados, tinham no mínimo uma doença crónica e/ ou tomavam 5 ou mais medicamentos, com um mínimo de 12 tomas diárias.

Quase 80% dos doentes envolvidos no estudo afirmou ter uma opinião positiva da simpatia, da clareza da informação prestada, do nível de conhecimento, da qualidade do aconselhamento prestado e do tempo utilizado na intervenção. Todos os médicos consideraram o SFRMD útil, 75% afirmaram que este serviço é exequível e 62,5% ficaram satisfeitos com a clareza do aconselhamento prestado pelos farmacêuticos.