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OF atribuiu Medalha de Honra a Manuel Pimenta

29 Setembro 2017
OF atribuiu Medalha de Honra a Manuel Pimenta
O farmacêutico Manuel Pimenta recebeu a Medalha de Honra da Ordem dos Farmacêuticos. A distinção foi atribuída durante a Sessão Solene Comemorativa do Dia do Farmacêutico 2017, realizada no novo edifício da Secção Regional do Norte da Ordem dos Farmacêuticos, no dia 26 de setembro. A Ordem reconhece o seu “elevado mérito”, “grande dedicação à profissão farmacêutica” e “contributo extraordinário para a valorização da atividade farmacêutica no seio da sociedade”.
Manuel Amadeu Pinto de Araújo Pimenta, 89 anos, natural de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, é um dos mais notáveis farmacêuticos portugueses e um cidadão com um sentido cívico notável. Proprietário de um dos mais conceituados laboratórios de análises clínicas do norte do País, é voz ativa, ouvida e respeitada entre as entidades locais. 
Descendente de uma família com várias gerações de farmacêuticos, tradição a que os seus dois filhos deram continuidade, Manuel Pimenta sempre evidenciou um caráter humanista assinalável. O contacto com os doentes moldou-lhe o espírito e terá contribuído para as suas constantes preocupações com o bem comum. Foi por isso com naturalidade que desde cedo se envolveu também em ações de natureza social, no associativismo e na vida política.

Frequentou o Liceu Nacional de Viana do Castelo e seguiu para a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, onde concluiu a licenciatura em 1960. Aos 21 anos, assumiu a direção técnica da Farmácia Misericórdia, propriedade do seu pai, Amadeu Araújo Pimenta. Estagiou no Hospital de Santo António, e especializou-se em Análises Clínicas

Entre 1966 e 1969 cumpriu serviço militar obrigatório. Após um primeiro período em que desempenhou funções no Hospital Militar de Évora, foi mobilizado para a Guiné Bissau, onde desempenhou o cargo de diretor do Laboratório de Análises Clinicas do Hospital Militar e do Hospital Civil, ambos na cidade de Bissau. No regresso à metrópole, ingressou no laboratório do Hospital da Misericórdia de Viana do Castelo, onde se manteve como diretor técnico durante nove anos.
Em 1978, fundou na sua terra natal o Laboratório de Análises Manuel Pimenta e foi alargando a atividade e serviços aos concelhos vizinhos de Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Freixo, Correlhã e São Martinho da Gandra. Pelas suas características, físicas e estruturais, mas também pela sua identificação com Ponte de Lima e os seus habitantes, pelo ambiente de familiar e o natural empenho dos colaboradores, e pelos elevados padrões de qualidade que o suportam, o laboratório de Manuel Pimenta é uma referência para toda a região do norte do País.

Militante do Partido Socialista, assumiu papel ativo na luta contra a ditadura e na construção da democracia, tendo sido deputado à Assembleia Constituinte, onde se manteve durante toda a legislatura. Participou ativamente na redação e aprovação da Constituição da República Portuguesa, a 2 de abril de 1976. Pelo facto, foi recentemente um dos homenageados, durante comemoração dos 40 anos da aprovação da Constituição da República Portuguesa.
O seu caráter altruísta está também patente no trabalho que tem sido desenvolvido na fundação com o seu nome e que tem como missão intervir nas áreas da Saúde e Educação, principalmente no domínio da cooperação com os países de língua oficial portuguesa.

Criada em 2009, a Fundação Manuel Pimenta ajudou a construir uma Maternidade do Cacheu, na primeira localidade onde os portugueses aportaram na Guiné e que, durante muitos anos, foi o grande entreposto comercial na costa ocidental de África. Este projeto estreitou as relações entre as "cidades-gémeas” de Viana do Castelo e de Cacheu, cobrindo um universo populacional de 6 mil pessoas. 

A ligação desta fundação à Guiné, onde Manuel Pimenta cumpriu o serviço militar obrigatório, faz-se também através de um protocolo assinado com a Universidade Lusófona, que integra a Universidade Lusófona da Guiné, para promover o crescimento e desenvolvimento do País nas referidas áreas de intervenção.

Com o mesmo caráter altruísta, em 2013, após ter equipado totalmente o Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Pediátrico de S. José de Bor, na Guiné-Bissau, empenhou-se pessoalmente na preparação e na escolha do quadro de pessoa. Contratou especialistas portugueses e promoveu gratuitamente a deslocação de funcionários guineenses a Portugal para ações de formação presencial e de atualização de conhecimentos técnicos. Ainda hoje, no seu laboratório de análises clínicas, em Ponte de Lima, recebe membros da equipa do laboratório do Hospital Pediátrico de S. José de Bor, com propósitos formativos.