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OF voltou a reunir pessoas que (con)vivem com doença

11 Abril 2018
OF voltou a reunir pessoas que (con)vivem com doença
A Ordem dos Farmacêuticos (OF) voltou a reunir os representantes dos doentes para mais uma edição do Simpósio “Pessoas que (con)vivem com doença: uma conversa na primeira pessoa”, desta feita em Coimbra, no auditório da Secção Regional do Centro. A elevada adesão ao evento e os importantes testemunhos apresentados tornam evidente o interesse e a responsabilidade dos farmacêuticos em conhecer melhor os problemas diários e as necessidades em saúde destas pessoas e dos seus cuidadores.
O debate foi moderado pela assessora da OF para envolvimento dos cidadãos, Sofia Crisóstomo, e contou com as intervenções dos representantes da Associação Nacional dos Doentes com Artrites e Reumatismos na Infância, da Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino, da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, da Europacolon Portugal e da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas.

Numa fase inicial foi efetuado um enquadramento das respetivas doenças, as suas limitações, tratamentos disponíveis e impacto a nível profissional, social, psíquico, entre outros. Os membros destas organizações apresentaram também os serviços e apoio que estas associações prestam aos seus membros.

De forma consensual, foi sublinhado que estas pessoas são portadoras de uma doença crónica, com que se habituaram a conviver, que exige cuidados e uma monitorização permanente, mas que é já encarada com uma condição ou caraterística intrínseca desses indivíduos, que procuram uma sã convivência com a doença.

Ao longo do debate, foram mencionadas necessidades e prioridades na gestão destas doenças e da sua medicação a importância de envolver os doentes na decisão sobre os tratamentos que lhes são administrados. Foram também analisadas questões relacionadas com os efeitos secundários de alguns medicamentos e a sua notificação à autoridade reguladora ou unidades de farmacovigilância, bem como estratégias para administração em crianças e noutros grupos populacionais com necessidades particulares.

Foi dada ainda enfase particular à relação dos doentes e das associações que os representam com os profissionais de saúde, em especial com os farmacêuticos comunitários.

A assessora da OF para o Planeamento Estratégico Profissional, Filipa Alves da Costa, e o membro do Grupo Profissional de Farmácia Comunitária, Luís Lourenço, falaram sobre os serviços disponibilizados nas farmácias que podem responder a necessidades concretas dos doentes, como a revisão da medicação, os serviços de monitorização e promoção da adesão à terapêutica, incluindo a preparação individualizada da medicação e o serviço de primeira dispensa de medicação (ou o aconselhamento na primeira toma). Estes dois responsáveis procuraram também esclarecer algumas dúvidas levantadas pela assistência, disponibilizando-se para apoiar na resolução de questões práticas (concretas) levantadas pelos doentes.

No final da sessão foi realçado o posicionamento privilegiado dos farmacêuticos para contacto com a população e com estes doentes em concreto, que deles esperam uma atenção e um aconselhamento profissional e informação credível, cientificamente validada que ajude a lidar com os constrangimentos da doença.