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Ordem dos Farmacêuticos participa em sessão sobre ruturas de medicamentos da Joint Action Europeia CHESSMEN

02 Junho 2026
Ordem dos Farmacêuticos participa em sessão sobre ruturas de medicamentos da Joint Action Europeia CHESSMEN
A Ordem dos Farmacêuticos participou hoje, 2 de junho, na sessão “Dialogue with Stakeholders” da Joint Action europeia CHESSMEN – Coordination and Harmonisation of the Existing Systems against Shortages of Medicines – European Network, dedicada à melhoria da prevenção, monitorização e gestão das ruturas de medicamentos na União Europeia.
A Ordem integrou o painel "Better Management of Medicines Shortages”, que contou com a participação de representantes da Agência Europeia de Medicamentos, INFARMED, Associação Nacional das Farmácias, Sociedade Portuguesa de Farmacêuticos dos Cuidados de Saúde, associações de doentes.

Na sua intervenção, a Ordem sublinhou que a indisponibilidade de medicamentos é um problema global, com causas multifatoriais, e que pode ter impacto direto na vida do doente, nomeadamente, por consequente interrupção do tratamento.

Entre as propostas apresentadas, destacou-se a criação de protocolos nacionais para situações de rutura, definidos pela autoridade competente, que permitam identificar alternativas terapêuticas adequadas, critérios de substituição, limites de atuação, comunicação com o médico prescritor e registo da intervenção farmacêutica.

Segundo o relatório do Pharmaceutical Group of the European Union (PGEU) de 2025, no plano internacional, países como a Austrália e o Reino Unido já adotaram mecanismos de substituição em situações de escassez, ainda que com âmbito limitado, enquanto França e Espanha têm vindo a preparar alterações legislativas para permitir que, em caso de indisponibilidade de um medicamento, o farmacêutico possa dispensar uma alternativa definida pelas autoridades de saúde como equivalente terapêutico.

A Ordem considera necessário evoluir para um modelo mais previsível, claro e operacional, que permita ao farmacêutico atuar de forma segura, rápida e articulada com os restantes profissionais de saúde.

A participação da Ordem neste debate europeu reforça o compromisso dos farmacêuticos com a segurança do doente, a continuidade terapêutica e a sustentabilidade dos sistemas de saúde.