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Ordem quer auditoria sobre gestão da medicação nas unidades de cuidados continuados e integrados

13 Abril 2020
Ordem quer auditoria sobre gestão da medicação nas unidades de cuidados continuados e integrados
A Ordem dos Farmacêuticos (OF) questionou a coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados e Integrados (RNCCI) sobre as condições de acesso à medicação nestas unidades.

"Quem faz a gestão e otimização da terapêutica? Como é feita? Qual a prevalência de polimedicação nestes doentes? Em quantos é feita a reconciliação terapêutica? Quantos farmacêuticos tem a colaborar ativamente no tratamento dos nossos doentes crónicos?”, interrogou a bastonária em carta enviada à coordenadora da rede, a enfermeira Purificação Gandra.

A bastonária dirigiu-se à coordenadora da RNCCI após a sua intervenção na conferência de imprensa diária do Ministério da Saúde, sobre a evolução da pandemia Covid-19 no nosso país, em que anunciou 90 casos de infeção confirmados na rede e nove óbitos pela doença.

Ao longo dos últimos dez anos, recorda a bastonária, a OF tem vindo apresentar várias propostas para garantir cuidados continuados de qualidade aos portugueses, mas que "estranhamente nunca foram ouvidas”, lamenta a representante dos farmacêuticos.

Ana Paula Martins considera que a enfermeira coordenadora da RNCCI deveria explicar aos portugueses como podem estar igualmente confiantes e seguros sobre a forma como a medicação lhes é garantida nas unidades que integram a rede. "Faltou-lhe falar de um aspeto que os farmacêuticos portugueses e a sua Ordem consideram fundamental: a utilização racional e adequada dos medicamentos por quem teve formação para essa função e já a exerce nos Serviços Farmacêuticos Hospitalares do Serviço Nacional de Saúde e nas Farmácias Comunitárias”.

Para a OF, a coordenação da RNCCI deveria estimular e promover parcerias com os farmacêuticos do setor privado, as farmácias, e não se escudar em dificuldades e limitações relacionadas com o número de efetivos farmacêuticos no SNS.

No atual cenário de pandemia Covid-19, a OF interroga também sobre a existência de protocolos terapêuticos para doentes infetados com o SARS-CoV-2, tendo também em conta que boa parte deles são doentes crónicos e polimedicados. Estes utentes da RNCCI "precisam de cuidados farmacêuticos personalizados”, tal como já acontece nos hospitais, em articulação com os médicos.

A OF vai pedir ao Ministério da Saúde a realização de auditorias e inspeções à RNCCI sobre a gestão da medicação nessas unidades.