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Parceiros assinalaram arranque de projeto-piloto para dispensa de medicamentos para o VIH/sida nas farmácias

02 Dezembro 2016
Parceiros assinalaram arranque de projeto-piloto para dispensa de medicamentos para o VIH/sida nas farmácias
Os doentes com VIH/sida que são seguidos no Hospital Curry Cabral podem levantar a sua medicação nas farmácias comunitárias.
Os doentes com VIH/sida que são seguidos no Hospital Curry Cabral podem levantar a sua medicação nas farmácias comunitárias. O projeto-piloto foi apresentado numa das farmácias participantes, a Farmácia Estácio Xabregas, em Lisboa, no dia 1 de dezembro, data em que se assinala o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, com a presença de todos as partes envolvidas: Ministério da Saúde, Infarmed, Direção-Geral da Saúde, Ordem dos Farmacêuticos, Associação Nacional das Farmácias, Associação de Farmácias de Portugal, Groquifar, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Imperial College de Londres e associações representantes dos doentes. A Ordem certificou a formação dos farmacêuticos, já ministrada a mais de 300 farmacêuticos comunitários, e as competências para a prestação deste serviço.
    
Sob a coordenação de Hélder Mota Filipe, vogal do Conselho Diretivo do Infarmed e professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, o projeto será alvo de uma avaliação independente, a cargo do Imperial College de Londres, e os resultados irão permitir aferir a sua mais-valia nos planos clínico, económico e social, entre outros parâmetros, e decidir sobre a sua continuidade, alargamento e eventual remuneração.

Ficam abrangidos nesta fase cerca de 800 doentes acompanhados no Hospital Curry Cabral, cuja participação tem cariz voluntário, podendo selecionar a farmácia em que desejam receber a sua medicação ou optar por continuar a ir levantá-la ao hospital.

A dispensa de medicamentos para o tratamento do VIH/sida nas farmácias comunitárias é uma das medidas previstas no programa de Governo, onde se assume o compromisso de "valorização do papel das farmácias comunitárias enquanto agentes de prestação de cuidados, apostando no desenvolvimento de medidas de apoio à utilização racional do medicamento e aproveitando os seus serviços, em articulação com as unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para nelas ensaiar a delegação parcial da administração de terapêutica oral em oncologia e doenças transmissíveis”.

O Ministério da Saúde realça que "graças a esta medida, muitos doentes que até agora tinham de percorrer longas distâncias, todos os meses, para se deslocarem ao hospital e levantarem a sua medicação VIH, tendo muitas vezes de faltar ao trabalho e com custos de deslocação associados, poderão passar a levantar a sua terapêutica, de forma mais cómoda, numa farmácia da sua preferência”.

Intervindo na sessão de lançamento do projeto piloto, a bastonária da OF destacou a necessidade de inovar e ensaiar novos modelo na organização dos cuidados de saúde, colocando sempre as necessidades dos cidadãos no centro das opções políticas.

Ana Paula Martins destacou a colaboração institucional e interprofissional na implementação deste projeto-piloto, particularmente entre farmacêuticos hospitalares e farmacêuticos comunitários, e também o envolvimento da OF na formação destes profissionais.

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