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Parlamento ouviu peritos e agentes com responsabilidades na vacinação

04 Abril 2018
Parlamento ouviu peritos e agentes com responsabilidades na vacinação
A Comissão Parlamentar de Saúde, por requerimento do PCP e PS, promoveu uma audição pública sobre o surto de sarampo e vacinação, em que participaram vários especialistas e agentes com responsabilidades nesta área, entre os quais a Ordem dos Farmacêuticos (OF). A bastonária esteve acompanhada pela farmacêutica Paula Abreu, dos Serviços Farmacêuticos da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), que testemunhou a realidade sobre o abastecimento de vacinas nos cuidados de saúde primários e as competências dos farmacêuticos na gestão dos produtos vacinais.

A audição juntou no Parlamento entidades como a Direção-Geral da Saúde, a Direção-Geral da Educação, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, as Ordens dos Enfermeiros, dos Farmacêuticos e dos Médicos, sociedades científicas, associações setoriais, médicos pediatras e de saúde pública, entre outros.

Na intervenção inicial, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que as pessoas infetadas no presente surto de sarampo "desenvolveram uma forma modificada da doença e não transmitem”. Além disso, realçou que 80% dos casos de infeção estavam vacinados com duas doses, razão pela qual se tem vindo a questionar a necessidades de mais uma dose de reforço da vacina contra o sarampo.

"Neste momento, está muita gente a pensar em fazer mais um reforço contra o sarampo”, frisou a diretora-geral, no entanto, "até agora não há evidência científica de que isto deva ser feito”.

Entre as entidades convidadas para esta audição esteve a OF, representada pela bastonária e a pela farmacêutica Paula Abreu, da ARSLVT. Esta responsável começou por realçar a responsabilidade dos profissionais de saúde na manutenção dos níveis de confiança das populações em torno das vacinas incluídas no Plano Nacional de Vacinação (PNV).

Paula Abreu destacou também o papel dos farmacêuticos que trabalham nos cuidados de saúde primários na gestão, no controlo de qualidade e na segurança dos produtos vacinais.

Uma das preocupações elencadas por esta responsável está relacionada com produção de vacinas a nível mundial, tendo sublinhado que se trata de um bem cada vez mais escasso. Segundo adiantou, nos próximos 15 anos é expectável que o fabrico de vacinas esteja abaixo das necessidades dos diferentes países.

Os farmacêuticos envolvidos na gestão do circuito das vacinas incluídas PNV têm preocupação constante com a logística associada à sua distribuição pelos centros de saúde e locais de vacinação.

Paula Abreu confirmou que a ARSLVT não tem problemas de financiamento para esta rubrica em concreto, nem se registam ruturas de stock e falhas de vacinas. O stock atual de vacinas da ARSLVT, revelou aos deputados, ascende às 36.590 doses, distribuídas pelos quase 4.000 locais de vacinação abrangidos pela ARSLVT, sendo que o consumo médio mensal é de cerca de 7.800 doses, o que assegura o fornecimento para quase cinco meses.

Esta especialista referiu-se também aos horários dos locais de vacinação, referindo a existência de realidades distintas. Em algumas regiões do país, pode justificar-se um alargamento dos horários, no entanto as medidas a adotar neste domínio devem ser adequadas às especificidades locais.

No final da audição, a bastonária recordou a relevância do Sistema Nacional de Farmacovigilância para o reforço da confiança e da segurança das vacinas e também como informação de suporte às hesitações vacinais que possam existir em Portugal.

Clique aqui para rever a audição na Comissão de Saúde.