{ordemfarma/noticias/detalhes/head}
Política de Cookies

Este site utiliza Cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso.

Compreendi

Notícias

Portugal é um dos países que menos investe em medicamentos para o cancro.

28 Setembro 2017
Portugal é um dos países que menos investe em medicamentos para o cancro.
Apifarma organizou ontem, em Lisboa, a Conferência "Plataforma para melhorar o acesso a novos medicamentos oncológicos". O presidente da associação e os bastonários das Ordens dos Farmacêuticos e dos Médicos estiveram na abertura do evento e reforçaram o problema do subfinanciamento do setor da saúde.

O "Relatório Comparativo sobre o Acesso dos Doentes a Medicamentos contra o Cancro na Europa” elaborador pelo Instituto Sueco para a Economia da Saúde serviu de mote para a discussão sobre o tratamento oncológico em Portugal.

"O investimento per capita em medicamentos oncológicos em Portugal (76 euros) não chega a metade da média europeia (169 euros). São menos 93 euros, diferencial que coloca Portugal junto dos quatro piores classificados de um conjunto de 31 países analisados”, refere a Apifarma.

Como resultado desta conferência foram consensualizadas cinco medidas de ação para garantir o acesso atempado dos doentes às melhores terapêuticas, sem perder de vista a sustentabilidade do sistema.

A primeira recomendação aponta para o reforço das verbas alocadas à Saúde e para uma revisão do modelo de financiamento em Oncologia.

Segue-se a valorização dos recursos humanos, onde se incluem os profissionais de saúde, tendo em conta a importância fundamental da sua motivação para a prestação dos melhores cuidados de saúde.

A terceira proposta aponta a necessidade de implementar sistemas de monitorização de dados - como dados de gestão, de desempenho das instituições no tratamento do cancro e de utilização de medicamentos em contexto de vida real - para utilização pelos vários intervenientes, incluindo decisores e escrutínio público.

A contratação de profissionais especializados no registo e tratamento de dados, que assegurem a qualidade do processo, é a quarta proposta.

A quinta recomendação vai no sentido da introdução de critérios transparentes nos processos de avaliação e reavaliação das tecnologias de saúde e da redução dos atrasos do tempo de aprovação de inovação.