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Uso Seguro e Responsável de Canábis para fins medicinais

24 Julho 2020
Uso Seguro e Responsável de Canábis para fins medicinais
Compreendendo a importância de capacitar os farmacêuticos e estudantes do mestrado integrado em ciências farmacêuticas sobre a temática, a Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas (SRSRA) e a Associação dos Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL) organizaram, nos dias 14 e 15 de maio, um webinar dedicado ao tema “Uso Seguro e Responsável de Canábis para fins medicinais”, e que contou com a presença de cerca de 400 participantes em cada dia.

O primeiro dia teve participação do Dr. Bruno Fonseca, investigador na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, o Eng.º Aldo Vidinha, fundador e CEO de uma produtora portuguesa licenciada de canábis medicinal e o Prof. Doutor Helder Mota Filipe, especialista em Assuntos Regulamentares. Estes oradores, presentearam a iniciativa com intervenções dedicadas à utilização terapêutica da canábis, a produção desta para fins medicinais em Portugal, incluindo boas práticas de produção, e ainda noções sobre o enquadramento legal e regulamentar a nível nacional.

 O dia 15 de maio foi dedicado a uma sessão de debate, moderada pelo Prof. Doutor Rui Loureiro, Especialista em Indústria Farmacêutica e docente da FFUL. Esta sessão contou ainda com três intervenientes, que discutiram a perspetiva clínica e prática da utilização do Sativex®, bem como as potencialidades da canábis para fins medicinais. Foram eles, o Eng.º Alexandre Guedes da Silva, Presidente da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), o Dr. Carlos Capela, médico especialista em Neurologia e diferenciado na área de Esclerose Múltipla e a  Drª Carla Arriegas, especialista em Farmácia Hospitalar e responsável pela área da neurologia no Hospital dos Capuchos do Centro Hospitalar Lisboa Central. 

Resultou desta iniciativa a conclusão de que é necessário promover estudos clínicos, por forma a robustecer a evidência, atualmente disponível na maioria das áreas terapêuticas. E, nesse sentido, a evitar o acesso a estes produtos através de vias não autorizadas, para as quais a eficácia, qualidade e segurança não são avaliados e monitorizados, havendo a possibilidade de trazer riscos para a saúde. Os presentes foram ainda concordantes de que, é necessário promover a acessibilidade das pessoas com doença a estas terapêuticas, independentemente do centro hospitalar onde estão inseridas. A comparticipação destas terapêuticas deve ser considerada, evitando alocar aos hospitais a responsabilidade de manter ou não as terapêuticas nos seus doentes. A sua utilização em casos ou situações devidamente indicadas, e cuja eficácia está comprovada, é altamente desejável dado os ganhos em saúde e qualidade de vida.


A intervenção do farmacêutico – tanto em contexto hospitalar e farmácia comunitária – é essencial, dado prognóstico do setor para esta área, que se espera que venha a crescer e integrar o dia-a-dia das pessoas com doença, profissionais de saúde e do próprio sistema de saúde.