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Compreendi

Perguntas Frequentes

Mitos e Factos sobre vacinação  
  • Mito: As doenças evitáveis por vacinação estão quase erradicadas no meu país, por isso não há razão para aumentar o investimento na imunização.  
    Factos:

    As doenças evitáveis por vacinação podem tornar-se pouco comuns no nosso país, mas ainda existem em todo o mundo.
    A cobertura vacinal não é 100%, portanto grupos de pessoas não imunizadas ou de imunidade debilitada não estão protegidas.
    Nos últimos anos, surtos de sarampo ocorreram em vários países da Região Europeia, com cobertura de imunização tradicionalmente alta.
  • Mito: As vacinas não são seguras.  
    Factos:
    O aprovação de uma vacina requer avaliação e testes exaustivos para garantir que ela seja segura e eficaz.
    Cada lote de vacina é controlado separadamente.
    Após a pré-qualificação e licenciamento, a vacina continua a ser monitorizada pelas entidades competentes, e qualquer efeito colateral grave relatado é investigado minuciosamente.
  • Mito: As vacinas causam autismo.  
    Factos:
    Não há evidências de uma ligação entre a vacina contra sarampo, papeira e rubéola (MMR) (ou qualquer outra vacina) e autismo ou distúrbios autistas.

    Um estudo de 1998, que levantou preocupações sobre uma possível ligação entre a vacina MMR e o autismo, foi mais tarde retirado pela revista que o publicou, por não ter argumentos sólidos que o provassem.

    O autor deste artigo, Andrew Wakefield, foi considerado culpado de má conduta profissional pelo General Medical Council em 2010 e não pode mais praticar medicina no Reino Unido.

    Um estudo dinamarquês com 537 303 crianças em 2002 forneceu fortes evidências contra qualquer ligação entre a vacina MMR e o autismo. Para todas essas crianças, não havia relação entre a idade no momento da vacinação, o tempo desde a vacinação ou a data da vacinação e o desenvolvimento do transtorno autista.
  • Mito: Vacinar uma criança com várias vacinas em simultâneo pode aumentar o risco de efeitos adversos severos e pode sobrecarregar o sistema imunitário.  
    Factos:
    Evidências científicas mostram que administrar várias vacinas ao mesmo tempo não afeta negativamente o sistema imunitário de uma criança.

    Em simples atos como respirar e comer, as crianças são expostas todos os dias a várias centenas de substâncias estranhas que desencadeiam uma resposta imunitária. Uma criança é exposta a muito mais antígenos de uma constipação comum ou dor de garganta do que de vacinas.

    Vacinas combinadas:
    - economizam tempo e dinheiro com menos visitas clínicas;
    - reduzem o desconforto para a criança através de menos injeções;
    - aumentam a probabilidade de que a criança receba o conjunto completo de vacinas de acordo com a programação nacional.
  • Mito: As vacinas contém mercúrio, que é perigoso.  
    Factos:
    O tiomersal é um composto orgânico contendo etilmercúrio e é adicionado a algumas vacinas como conservante.

    São poucas as vacinas que contém tiomersal.

    O mercúrio é um elemento que existe naturalmente e é encontrado no ar, na água e no solo.

    Quando usado em vacinas, a quantidade de timerosal é muito pequena.

    Não há evidências que sugiram que a quantidade de tiomersal usada em qualquer vacina represente um risco à saúde.
    .

  • Mito: Basta assegurar uma boa higiene para evitar a proliferação de doenças.  
    Factos:
    Muitas infecções podem se espalhar, independentemente de quão limpos estamos.

    Se as pessoas não forem vacinadas, doenças que se tornaram pouco comuns, como a poliomielite e o sarampo, reaparecerão rapidamente.
  • Mito: A vacina combinada contra difteria, tétano e tosse convulsa (DTP) e a vacina contra a poliomielite causam síndrome da morte súbita infantil.  
    Factos:
    Não há ligação causal entre a administração das vacinas e a morte súbita infantil.

    No entanto, essas vacinas são administradas em um momento em que os bebês podem sofrer de síndrome da morte súbita infantil (SMSI).

    Por outras palavras, as mortes relatadas por SMSI são coincidentes com a vacinação e teriam ocorrido mesmo que não houvesse vacinação.
  • Mito: As doenças infantis evitáveis por vacinação são apenas um facto infeliz da vida.  
    Factos:
    As doenças evitáveis por vacinação são graves e podem levar a complicações graves em crianças e adultos, incluindo pneumonia, encefalite, cegueira, diarreia, infecções do ouvido, rubéola congénita e até a morte.

    Esse sofrimento pode ser evitado com vacinas. A falta de vacinação contra essas doenças deixa as crianças desnecessariamente vulneráveis.

    As vacinas são mais baratas do que o isolamento dos infetados, identificações dos vírus e outras atividades de restrição à epidemia.
  • Mito: É melhor ser imunizado através de doenças do que através de vacinas.  
    Factos:
    A resposta imune às vacinas é semelhante àquela produzida pela infecção natural.

    O preço pago pela imunidade através de infecção natural podem muito mais graves, como por exemplo o atraso no desenvolvimento mental causado por infeções de Haemophilus influenzae tipo b (Hib), defeitos congénitos da rubéola, cancro do fígado pelo vírus da hepatite B ou morte por sarampo.
  • Mito: Muitas pessoas que não foram imunizadas no passado levaram uma vida longa e saudável. Assim, não há necessidade real de vacinação.  
    Factos:
    Antes da introdução da vacina contra o sarampo, mais de 90% das pessoas estavam infectadas antes dos 10 anos de idade.

    1 em cada 1.000 casos de sarampo é fatal.

    Muitos dos que sobreviveram à doença sofreram consequências sérias e, por vezes, permanentes.

    Embora as doenças evitáveis por vacinação possam apresentar, por vezes, sintomas ligeiros, é preferível ser protegido, uma vez que é impossível prever a seriedade de futuras infeções.
  • Mito: Crianças vacinadas sofrem mais doenças alérgicas, autoimunes e respiratórias em comparação com crianças não vacinadas.  
    Factos:
    As vacinas ensinam nosso sistema imunológico a reagir a certos antígenos (compostos estranhos). Não alteram a forma como o sistema funciona.

    Não há evidências de uma ligação entre a vacinação e o desenvolvimento posterior de alergias,doenças autoimunes e respiratórias.
  • Mito: A vacinação é parcialmente responsável pelo aumento global dos casos de cancro.  
    Factos:
    As vacinas não causam cancro.

    A vacina contra o papilomavírus humano (HPV) é usada para prevenir vários tipos de cancro, incluindo cancro cervical, anal, peniano e orofaríngeo.

    O aumento global nos casos de cancro nos últimos 50 anos tem sido causado por muitos fatores, incluindo estilos de vida alterados, maior expectativa de vida e melhores técnicas de diagnóstico.