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Estudo aponta para “elevados níveis de burnout” na profissão farmacêutica

01 Outubro 2020
Estudo aponta para “elevados níveis de burnout” na profissão farmacêutica
Um estudo realizado por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e da Escola Superior de Educação do Porto debruçou-se sobre o tema do impacto do burnout nos profissionais de saúde portugueses durante a pandemia de covid-19. Os resultados foram segmentados pelas diferentes classes profissionais, com os farmacêuticos a evidenciarem “elevado nível de burnout” pessoal e nas relações com o utente e o trabalho.
Os resultados globais deste trabalho mostram que mais de metade dos profissionais de saúde em Portugal apresentam sinais de burnout, depressão, ansiedade e stress e resiliência 

O trabalho envolveu um questionário que foi respondido por 88 farmacêuticos, 76% dos quais que estiveram na "linha da frente" do combate contra o novo coronavírus.

 Nos parâmetros avaliados, 53% dos farmacêuticos evidenciaram elevado nível de burnout na relação com o utente, 46 (52%) mostraram elevado nível de burnout relacionado com o trabalho e em 42 (48%) farmacêuticos detetou-se elevado nível de burnout pessoal. 

 Apenas sete (8%) farmacêuticos iniciaram medicação para a sua saúde mental neste período (a maioria pertencen­te ao grupo dos ansiolíticos – ATC N05B).

De acordo com os autores, o burnout é uma problemática ocupacional relevante para os farmacêuticos. "Este grupo profissional, pelo seu contacto direto com os utentes dos serviços de saúde, tem uma atividade muito exposta aos problemas sanitários da população e isso verificou-se com especial destaque durante o estado de emergência" referem os autores.

"Esta exposição e pressão contínuas, conduzem a uma exaustão emocional, que pode ter implicações no exercício da atividade profissional e na relação com o utente", concluem os investigadores.