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Farmacêuticos parceiros no combate às doenças não transmissíveis

11 Abril 2019
Farmacêuticos parceiros no combate às doenças não transmissíveis
A Federação Internacional Farmacêutica (FIP) divulgou, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Saúde, o relatório “Superando as doenças não transmissíveis na comunidade: A contribuição dos farmacêuticos”, em que destaca o envolvimento destes profissionais na prevenção, diagnóstico precoce e gestão de doenças não transmissíveis. O trabalho foi coordenado pela farmacêutica portuguesa Isabel Jacinto, apresentando iniciativas desenvolvidas em 15 países, entre os quais Portugal, detalhando ações realizadas pelas farmácias no âmbito da prevenção da doença, gestão da terapêutica, formação, uso das novas tecnologias e colaboração multidisciplinar.

O relatório produzido pela FIP apresenta evidência sobre a intervenção dos farmacêuticos na luta contra as doenças não transmissíveis, como a diabetes, doenças cardiovasculares, asma e cancro, que são uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em todo o mundo.

O Grupo de Trabalho da FIP que produziu este relatório, com base nas informações fornecidas pelas organizações membros, concluiu que a interação regular dos farmacêuticos com os doentes pode ajudar a prevenir as doenças não transmissíveis, mas também o uso responsável de medicamentos e a adesão à terapêutica, contribuindo assim para alcançar melhores resultados de saúde.

A elevada acessibilidade aos serviços disponibilizados pelos farmacêuticos comunitários coloca-os numa posição privilegiada para minimizar o impacto das doenças não transmissíveis, pela sua capacidade de estimular a prevenção, o diagnóstico precoce e prestar aconselhamento especializado.

Os autores deste trabalho acreditam que os farmacêuticos podem desempenhar um papel ainda mais ativos no âmbito das doenças não transmissíveis se alinharem estratégias de intervenção com de outros profissionais de saúde.

"A gestão de doenças não transmissíveis exige novas respostas, soluções inovadoras e criativas, muitas das quais poderiam ser disponibilizadas por farmacêuticos”, disse a coordenadora do grupo de trabalho, a farmacêutica portuguesa Isabel Jacinto, que realça também que a falta de acesso a farmacêuticos em alguns países agrava o estado de saúde das pessoas com doenças não transmissíveis, razão pela qual este relatório pede aos governos que tomem medidas para aumentar a oferta de farmacêuticos qualificados.

O grupo de trabalho também pede que a contribuição dos farmacêuticos para a prevenção e gestão destas doenças seja reconhecida e adequadamente remunerada. "Este relatório fornece evidência global para defender, nacional e internacionalmente, uma função ampliada para os farmacêuticos na gestão da doença”, refere Isabel Jacinto.

Consulte o Relatório "Beating non-communicable diseases in the community: The contribution of pharmacists”